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dos músicos
O ser músico neste projecto…
“… fez descobrir dentro de mim um espaço que não estava preenchido,
que se completou com o olhar e o contacto directo com estas pessoas”
“… ofereceu-me sensações únicas, recíprocas e inesquecíveis”.
“… deu um novo significado à comunicação com os outros através da
música”
“… descobri nos outros o ser musical que existe em cada um de nós”
“…
reforçou a imagem do homem enquanto ser cultural, num mundo por
vezes tão marcado pelo consumismo”.
dos utentes
Cátia Simões
Mãe – Serviço 1.1 - Hospital Dona Estefânia
“Acabamos nestes pequenos bocadinhos por esquecer que estamos dentro
de um quarto de hospital há quinze meses… e estamos simplesmente num
ambiente familiar, de convívio, de alegria. É extraordinário.”
Branca Vitorino
Mãe - Hospital Dona Estefânia – Unidade de Cuidados Intensivos
Neonatais
“É evidente que os bebés reagem à música, ao som. […] é um estímulo
para os bebés.
[…]
Penso que a presença dos músico dá uma alegria, dá… isto é um
ambiente muito pesado que se vive numa unidade destas, quem tem um
filho num sítio destes… é um ambiente que precisa de ser desanuviado
e eu penso que a música […] contribui para isso, para desanuviar,
para tirar um pouco a nuvem negra que paira sobre a cabeça dos pais
que têm filhos nestas unidades.
[…]
Eu acho
que onde há crianças tem que haver música, essencialmente.”
dos profissionais
Ana Jorge
Directora do Serviço de Pediatria do Hospital Garcia de Orta
“A criança tem necessidade, quando está doente ou
quando está internada num hospital, de criar à sua volta condições
que lhe permitam continuar a ser criança, desenvolver os seus
aspectos e ir ao encontro de algo lhes torne a qualidade de vida,
enquanto estão doentes, em situações melhoradas. E neste projecto
não são só as crianças que estão envolvidas, mas também as famílias,
permitindo-lhes criar um espaço mais agradável, mais humanizado e a
música tem uma contribuição fundamental..”
Victor Flusser
Associação Europeia de Música no Hospital
“A música no hospital é um factor de humanização da vida hospitalar,
não é musicoterapia, também não é concerto, também não é animação,
mas é o trabalho de um músico que conhece a realidade hospitalar. A
diferença entre esse músico e o musicoterapeuta é que o
musicoterapeuta tem uma intenção, ele quer transformar uma situação
de doença. O músico no hospital quer só fazer com que as pessoas
estejam melhor juntas. Mas não só os utentes, também os
profissionais, os enfermeiros, os auxiliares, os médicos e também as
visitas.”
Constatino Saklarides
Professor de Política e Administração de Saúde
Escola Nacional de Saúde Publica
“E
o que é que quer um doente no hospital?! Quer ultrapassar o
confinamento do hospital e fazer o que ele quer. Acabar bem no
hospital e continuar a sua vida. Esta experiência é um veículo que o
transporta para fora quando ele precisa de ser transportado para
fora, permite manter relações com o mundo exterior e que permite ver
aquela experiência interna num contexto mais amplo e mais
interessante do resto da vida.”
Cecília Azevedo
Coordenadora de Comunicação
Hospital Dona Estefânea
“A
situação de doença, […] é uma situação muito angustiante, é
necessário que as crianças encontrem dentro da instituição espaços,
estratégias, meios para de alguma maneira saírem daqui e a música é
uma comunicação universal e permite o estabelecimento de um espaço,
de uma bolha de sonho, uma bolha de comunicação, entre a criança, a
família e os profissionais produzindo uma espécie de paragem.”
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